Wednesday, January 13, 2010

O filme Avatar é uma propaganda radical do meio ambiente?

Avatar já é o segundo filme de maior bilheteria da história do cinema e poderá nas próximas semanas coroar-se como a maior bilheteira de todos os tempos.

Para quem ainda não assistiu, o filme é ótimo, mas o melhor é que tem uma fantástica mensagem ambiental.

O filme bate em vários pontos ambientais - florestas tropicais virgens ameaçadas pela exploração desenfreada, povos indígenas que têm muito a ensinar ao mundo desenvolvido, um planeta que funciona a partir do coletivo e os terríveis interesses corporativos tentando destruir tudo.

Estes pontos de discussão poderiam estar enquadrados num documentário ambiental. Mas talvez não chamasse tanto a nossa atenção.

A mensagem do filme é "a natureza vai sempre ganhar" e esperamos mesmo que seja assim.




O mais curioso é que o produtor de Avatar é Harold Linde.
Para quem não sabe, Linde além de produtor é também ambientalista. Trabalhou em grupos como o Greenpeace, Rainforest Action Network, Ética Floresta, PETA, e Sociedade da Ruckus e já produziu filmes ambientais e projetos para televisão como "11th Hour",  "Grandes Idéias para um Planeta Pequeno", "30 Days", e "Edens: Lost and Found".

1 comment:

  1. Recentemente assisti ao filme “Avatar” de James Cameron, tendo como um dos principais temas a relação ecológica do povo nativo com o meio natural, na qual se ligam formando uma conexão única, como os neurônios.

    Uma conexão que perdemos e hoje a maioria das pessoas não sabem que somos “animais” e se assustam quando veem uma cena de sexo entre dois cãezinhos, por exemplo, oh meu Deus! Pode-se considerar que a degradação ambiental que vivemos atualmente é decorrente da profunda crise social, econômica, filosófica e política que atinge a toda humanidade, fruto de uma criação de valores e práticas que entram em conflitos com a manutenção saudável do nosso planeta. E isto James Cameron retratou bem no seu filme, mostrando o contrário do que fazemos.
    Até que ponto somos realmente naturalistas? Até que ponto estamos aptos a largar todo o conforto e luxúria de nossas vidas em prol da Terra? Tenho como opção de vida não querer ter um carro, ou uma moto, e isto leva a grandes dificuldades no cotidiano, pare e pense na sua vida sem o carro, tudo bem uma bicicleta ajuda, mas, e quando chove? Para isto existem os ônibus! Mas os ônibus de curta e longa distância custam caro e nem sempre os horários batem com sua necessidade. Quanto tempo ficamos esperando um ônibus e ele nunca aparece? Sem contar o dia de verão quentíssimo com o ônibus lotado, só sufoco!
    A vida se torna difícil nestas condições e você, deste modo, acaba se tornando um aleijado na sociedade, tal qual o paralítico você também não tem opções e acaba vivendo esta grande ditadura, pois você não escolhe, é obrigado.
    Para começar uma discussão sobre Educação Ambiental temos que começar a refletir sobre todos nossos atos e enfrentar as duras missões que a vida “natural” lhe impõe. Podemos começar a falar da questão da natalidade, ora, mais pessoas no mundo significa mais espaço sendo usado e mais espaço sendo usado por nós, sobra menos espaços para a natureza. Menos espaço para a natureza, menos espaço para o homem plantar e receber parte deste fluxo de energia, isto significa fome e fome leva a disputa e disputa significa conflitos que generalizados significa guerras.
    Deu para entender o ciclo?

    Eleandro Pedroso de Lima, biólogo.
    Futuro integrante do Código Verde
    elendroli@gmail.com

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